
| Pelo país dos espelhos |
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| Literatura - Contos - Diversos |
Escrito por: mayf![]() |
Qui, 18 de Março de 2010 16:26 |
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É o fim do corredor. Entre idas e vindas, seu labirinto se fechou então. Você vai e você volta e pega outra rua e muda de idéia... Na afobação de encontrar uma saída, se perde. Correndo sem rumo, entre criaturas estranhas e gritos agudos demais. Você sabe bem, se parar eles te engolem. Mas há a parede agora. Sólida, concreta, estacionada logo à frente. Eles te cercaram, meu bem, não há mais para onde fugir. E logo você que fugiu tanto. Com pés pequenos e velozes a empurrar o chão em uma tentativa frustrada de se afastar de si mesma. Conseguiu? Eu duvido. Entre todas as criaturas que te espreitam, a pior delas: o espelho. Pontiagudo, reluzente, com suas verdades transparentes, quase ilusórias. O espelho é prepotente, ele arregala seus olhos e a obriga a enxergar. No que você se transformou, afinal? Pois olha nos olhos de si mesma e o fundo é opaco, o reflexo escorre... Você toda está escorrendo em si mesma, mas nunca soube como se manter em pé, soube? Tão derretida que é, sem pilastras e estruturas firmes. Eles vão te engarrafar e enfeitar a estante. É que você é quase interessante, menina. Essa sua mistura que não tem começo nem fim, todo esse novelo embolado. Os estudiosos vão te anestesiar e estudar esse teu cérebro empenado. Ou talvez não porque, no fundo, você sabe que é óbvia e entediante. Não segura a atenção de ninguém por mais de dois minutos, sempre foi assim. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
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