
| ATÉ QUE SE TENHA OPORTUNIDADE- parte I |
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| Literatura - Contos - Romance |
Escrito por: solangelima![]() |
Dom, 17 de Janeiro de 2010 12:27 |
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Sara é o nome dela. Uma mulher insegura e cercada de crenças limitantes Detentora dos valores e bons costumes Sempre se viu à cima do que julgava ser pecado Sempre confiou muito em sua conduta e sabia que poderia vencer qualquer tentação. Sara casou-se, teve uma filha e após 8 anos de um casamento onde foi dia após dia humilhada, depreciada, explorada e desprezada, separou-se. Não por sua própria vontade claro, por que isso feriria sua crença, por ela teria vivido o resto da vida sendo sumariamente destratada, não que amasse o marido ao ponto de suportar tudo, na verdade o amor que sentia por ele foi enterrado com sua alta estima, ele cavou a cova e ela os enterrou por completo, mas acreditava que era obrigada a continuar ali suportando tudo. Ela não teve escolha, o marido a deixou, e mesmo tendo sido assim que aconteceu, ela carregava sobre os ombros a culpa de ter colocado um fim no casamento e acreditava que estava condenada a viver o resto de sua vida sozinha por que não tinha o direito de se separar, uma vez que o fez, teria que arcar com as conseqüências, e morrer sozinha era a principal delas. Sara que sempre fora envolvida com trabalhos voluntários na comunidade onde cultuava e louvava à Deus pois era evangélica desde o seu nascimento, passou então a viver só para isso. Todos os trabalhos que a ofereciam ela aceitava e foi mergulhando neles dia após dia acreditando que estava ali por amor ao trabalho, as pessoas e principalmente à Deus e então fazia tudo com muita entrega e envolvimento, doava-se 100% e sua alegria era ver que o trabalho crescia e florecia. Tudo parecia ir muito bem na vida de Sara pois conseguiu passar pela dor da separação, venceu os pesos todos que carregava com ela desde então e estava vencendo a angústia de viver sozinha ainda tão jovem. Sara ensinava aos adolescentes de sua comunidade a vencer as tentações e não conseguia entender como eles cediam à elas mesmo conhecendo as regras. Para ela era um processo tão natural, tão óbvio e fácil. Bastava dizer não e pronto, estariam intactos sem sujar-se com o pecado. O mundo de Sara era triste, solitário e angustiado mas seguro e correto Acreditava que nada e ninguém poderia tirá-la dali e muito menos abalar suas crenças O prazer que sentia em estar na presença de Deus a ajudava a amortecer a dor sucumbida em seu peito e assim seguia adiante Um dia, a perfeição do mundo de Sara foi ameaçada quando alguém de fora a desejou e decidiu lutar por ela Começou aí uma verdadeira guerra de emoções, desejos e consciência....
...continua na parte II Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |
| Última atualização em Dom, 17 de Janeiro de 2010 13:41 |
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